quarta-feira, 18 de julho de 2012

Não posso deixar passar: Por um parto mais humano

Meu marido me mandou essa notícia. Eu não posso deixar de postar. Sou uma defensora do parto natural, sem intervenções desnecessárias, centrado na família e um pouco(?? ) radical com cesárea desnecessária, abuso de poder sobre gestantes em trabalho de parto e a falta de informação das gestantes sobre processos de parto. Muitos me dizem: ah mas você teve filhos em casa. Isso não é o mais importante, é uma consequência das nossas escolhas, Petrus e eu. Mas que as cesáreas por qualquer bobagem me assustam, me indignam, e me deixa surpresa que a maioria das mulheres não busca informação em fontes confiáveis. 

Publicado em Zero Hora online - 17/07/2012. Link na íntegra com outras infos interessantes.
Reportagem de: Lara Ely

Movimento defende que nascimentos não sejam tratados como uma "simples cirurgia"

Para muitas grávidas, parto ideal teria o mínimo de intervenção cirúrgica

Ter um parto sem intervenções cirúrgicas ou exames invasivos. Estar acompanhada de pessoas que inspirem confiança. Ouvir palavras de carinho e apoio, para ajudar a diminuir o medo e a ansiedade. Permitir os impulsos naturais do corpo, sem o uso de anestésicos que barrem a lucidez na tão esperada hora. Para muitas grávidas, é assim que seria o parto ideal. Pela falta de informação, despreparo ou mesmo pela acelerada movimentação dos hospitais, muitas vezes é impossível que a chegada do bebê ocorra conforme o desejado. (grifo meu)

O fato tem levado mulheres — e seus maridos, muitas vezes — a participar do movimento pelo parto humanizado. Trata-se de uma rede de pessoas, espalhadas em várias partes do Brasil e do mundo, interessadas em compartilhar histórias e informações sobre o parto natural. Em geral, mães que passaram pela experiência, doulas (saiba mais sobre elas na página central), enfermeiras ou médicos obstetras que acreditam que a hora da chegada do bebê pode ser tratada como algo mais especial, não apenas como mais uma cirurgia.


Apoiadores da ideia realizaram marchas em defesa da prática em cidades brasileiras no mês passado, inclusive em Porto Alegre, após o Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro solicitar a punição do médico Jorge Kuhn (grifo meu: Pq o CRMRJ não vai trabalhar nas estatísticas dos hospitais e conveniados baixo sua responsabilidade e deixe um médico decente fazer seu trabalho junto a gestantes que tem a total liberdade de trabalhar e serem atendidas por esse profissional? Me pergunto eu na minha insignificância), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que defendeu a possibilidade de nascimentos em ambientes extra-hospitalares. A Marcha do Parto em Casa levou dezenas de mulheres, muitas delas grávidas, ao Parque Farroupilha em 17 de junho. Ao total, foram cerca de 5 mil pessoas em mais de 30 cidades marchando pelo direito à escolha e à liberdade na hora do nascimento.

Baseado em um tripé conceitual que envolve o protagonismo da mulher, uma visão integrada e interdisciplinar do parto e a medicina baseada em evidências (grifo meu), o parto humanizado é uma opção para quem prefere uma experiência sem intervenções cirúrgicas. Diferentemente do que se pensa, porém, não significa que o parto deva ocorrer em casa, ou sem anestesia (grifo meu). Significa que as rotinas hospitalares de atendimento, como o uso de lavagens intestinais, raspagem de pelos pubianos, afastamento da família, uso de soro com hormônios e as episiotomias (corte no períneo para alargar a saída do bebê) só serão feitas de acordo com a vontade da mulher ou com a real necessidade, não apenas por procedimento padrão.

Outra questão apontada é a liberdade para ter o filho na posição mais fisiológica — de cócoras — e a presença de atendentes de parto que valorizem os aspectos emocionais, psicológicos e sociais do momento. (grifo meu: força da gravidade: funciona para baixo, não deitada numa cama!!!)


Cesáreas demais
Seja por vontade própria ou do médico, o fato é que o número de cesárias está aumentando a cada ano. No Estado, foram 55.754 casos de parto vaginal, em 2010, contra 77.280 partos de cesarianas, de acordo com dados do Núcleo de Informações em Saúde do Rio Grande do Sul (NIS/SES-RS).

Representante da Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia (Sogirs), José Geraldo Ramos, também professor de obstetrícia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), confirma que o aumento do número de cesárias é uma tendência crescente há duas décadas. Por causa disso, inclusive, há um esforço por parte do Ministério da Saúde para estimular o parto natural.

A taxa de cesáreas, segundo Ramos, é excessiva, principalmente nos hospitais privados, onde os números chegam a 90%.

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Amigas, por nascimentos mais humanos! 


Olivia, logo ao nascer... 03/05/2011

Um comentário:

Natacha disse...

Sempre fui bem suspeita sobre o assunto de parto humanizado. Mas por simples desconhecimento. No meu estágio, um dos projetos que começamos a 2 meses é sobre parto humanizado, com palestras para gestantes. Tem sido bem legal. Conhecer as doulas, ver relatos, vídeos (que me fizeram passar mal no início.. hehehe), livros e tudo mais. Entender esse processo parece que faz a gravidez e principalmente o parto ter um toque diferente, dá bem mais sentido!!

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